30 de novembro de 2010

Biblioteca vai à Escola

Estão a decorrer neste período variadas sessões de promoção da leitura nas Escolas do 1º ciclo e Jardim-de-Infância do nosso Agrupamento com o objectivo de criar e manter nas crianças o hábito e o prazer da leitura, da aprendizagem e da utilização das Bibliotecas ao longo da vida. Assim, os alunos têm tido a oportunidade de estar em contacto com o livro, conhecer mensalmente um escritor proeminente da literatura infanto-juvenil, requisitar livros, e sobretudo de participar em actividades favorecedoras do desenvolvimento do pensamento crítico e de uma sensibilização para as questões de ordem cultural e social.
Promover a leitura, os recursos e serviços da Comunidade Escolar consubstanciam igualmente a ideia de que a liberdade intelectual e o acesso à informação são essenciais à construção de uma cidadania efectiva e responsável e à participação na democracia.
Numa destas sessões, à chegada à turma do 3.º e 4.ºanos da E.B.1 de Liteiros, a Professora-Bibliotecária do Centro Escolar de Pedrógão foi recebida pelos alunos com um belíssimo poema, recitado com pompa e circunstância por um aluno do 4.º ano. Em jeito de obrigada e prestando homenagem aos nossos pequenos grandes poetas de Liteiros, deixamos-vos aqui o poema da sua autoria para que o possam saborear.


Outono

O Outono está a chegar,
O frio vai regressar,
As andorinhas vão partir,
Coitados de nós, o frio vai chegar,

O Outono está a chegar,
As árvores ficam despidas,
As folhas a cair no chão,
As formigas levam-nas para serem comidas,

O Outono chegou,
Aparece a chuva,
Com a sua água fria e turva,
E é claro, a uva,

As uvas amadurecem,
E começam-se a apanhar,
Com os cestos preparados,
Para levar para o lagar,

Os homens apanham-nas,
põem-se em camiões,
e quando se faz o vinho,
fazem a festa e cantam canções,

As crianças brincam agasalhadas,
Com cachecóis, gorros e casacos,
As folhas já desaparecidas,
Os campos ficam amarelados,

Comem-se castanhas,
Assadas e quentinhas,
Que o vendedor vende na rua,
- São tão boazinhas!

Salta-se à fogueira,
Comem-se castanhas assadas,
Os professores dão-nos groselhas,
E nós damos gargalhadas,

O Outono é giro,
Porque é tempo de várias cores,
Castanhas, amarelas e vermelhas,
E tempo de vários odores.

EB1 de Liteiros

29 de novembro de 2010

Biblioteca Lusófona



Lusofonia… o que é?



Lusofonia, ou portuguesofonia, é o conjunto de identidades culturais existentes em países, regiões, estados ou cidades falantes da língua Portuguesa como Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Macau, Moçambique, Portugal, São Tomé e Príncipe, Timor-Leste e por diversas pessoas e comunidades em todo o mundo.
Deste modo, e no âmbito dos III Encontros da Lusofonia do Município de Torres Novas, decorreu de 15 a 29 de Novembro na nossa Biblioteca, uma exposição que pretendeu celebrar a Língua Portuguesa e os laços estabelecidos entre todos os que comungam do mesmo património linguístico.
Livros de todas as cores e de vários escritores Lusófonos ilustraram os valores da Lusofonia. Assim, A Maior Flor do Mundo de José Saramago; A Selva de Ferreira de Castro; O Livro Das Comunidades, de Maria Gabriela Llansol; Portugal de Miguel Torga, Mensagem de Fernando Pessoa; Sibila e Vale Abraão de Agustina Bessa-Luís, As Marcas no Deserto de António Ramos Rosa, e tantos outros livros cantaram em uníssono a língua de Camões. Saliente-se a curiosa presença de O Livro Das Crianças de António Botto, uma colecção de sucesso de contos para crianças aprovada oficialmente nas Escolas da Irlanda e com a aprovação em Portugal do Cardeal Cerejeira.
Mais de quarenta poemas escritos em português e tétum olharam-nos de olhos lavados / ho matan moos, de António José Borges., descrevendo as emoções de uma viagem que homenageia Timor-Leste.
O verde e o amarelo da Literatura Lusófona pintaram-se nas letras de Clarice Lispector, Carlos Drummond de Andrade, Zélia Gatai, Lygia Fagundes Telles, Graciliano Ramos e Chico Buarque.
Dos livros de Pepetela, Mia Couto, Henrique Galvão, José Craveirinha, Cunha Leal, José Luandino Vieira e José Eduardo Agualusa transpiraram a memória do calor e dos cheiros quentes de África.
Aqui ficam os registos fotográficos.


28 de novembro de 2010

Feira do Livro

A partir de amanhã e até ao dia 7 de Dezembro, decorrerá na biblioteca da nossa escola a Feira do Livro.
Os alunos do 11ºD do Curso Profissional de Comunicação, Marketing, Relações Públicas e Publicidade criaram as maquetas para a divulgação desta actividade. Aqui ficam os trabalhos.
Todos merecem ser publicados.
Obrigado!



25 de novembro de 2010

Dia de Acção de Graças


Feliz dia de Acção de Graças!
Happy Thanksgiving

Numa sociedade tão materialista como aquela em que vivemos, em que o consumo se estabeleceu como a finalidade primordial da existência humana, não é de estranhar que a insatisfação se estabeleça como uma constante amarga no nosso dia-a-dia. Quantos de nós, depois de adquirirmos algo que há muito ambicionávamos ou desejávamos, imediatamente sentimos uma sensação de desconsolo e um desejo premente de passar à próxima compra, à próxima conquista de mais um espaço de vazio!
Por que não tirar um momento para reflectirmos na nossa existência, nas coisas que todo o dinheiro do mundo não pode comprar e que temos por vezes a sorte de possuir? Por que não pensarmos nas coisas boas com que a vida nos abençoou, como o facto de estarmos vivos, de podermos fechar os olhos e sentirmos nas pálpebras reverberações de calor, o cheiro da terra molhada, o cheiro do mar que salpica as nossas memórias de sorrisos macios e risos de crianças felizes.
O Dia de Acção de Graças é precisamente esse momento do ano em que conscientemente agradecemos as coisas mais simples e maravilhosas da vida e procuramos estar junto daqueles que amamos.
Visita a exposição da BE no dia 25 de Novembro e descobre o que esteve na génese desta festividade e por que é celebrada neste dia.

23 de novembro de 2010

Dia da Floresta Autóctone

MOTIVO DA VIDA

Floresta é Alegria
e Tristeza e Magia!
Ao Amanhecer
Nasce o Sol a
Resplandecer,
Por entre as folhas
A poesia poderá nascer!

O canto das aves
Ecoa por entre as árvores
Onde as asas flutuam
Em céus que magoam
Que gritam e perduram
Nas flores de um sonho
Profundo...

Caminhamos para o futuro do
Do Mundo,
Com a Natureza nas nossas
Mãos!
Voamos como cidadãos
Na flora da imensidão
E na fauna do coração!
Não vivamos em vão...

Há que proteger
A floresta que é tesouro
E as árvores que são ouro,
Numa demanda a erguer...
A Floresta temos de
Preservar
Para a nossa Vida
Continuar!

Paula Camões Queirós Andrade

22 de novembro de 2010

Visita dos alunos do PIEF







Os alunos do PIEF - turma de certificação do 3º ciclo, comemoraram o 21º Aniversário da Convenção dos Direitos da Criança através da construção de um painel com grande valor simbólico. Com este trabalho pretendem sensibilizar toda a Comunidade Educativa para a importância e o significado que são os Direitos da Criança.
Este painel está exposto à entrada da nossa Biblioteca e depois fará parte do nosso espólio.
Obrigado a todos os que estiveram envolvidos neste projecto.
Saiba mais

16 de novembro de 2010

Uma homenagem, uma recordação


A Escola Artur Gonçalves recorda José Saramago no dia do seu 88º aniversário.
Na nossa Biblioteca Escolar está a decorrer, até ao final da semana, uma exposição, gentilmente cedida por um também grande pensador da nossa escola, das obras mais representativas do vasto espólio literário de José Saramago. Prestamos assim a homenagem merecida ao Génio indiscutível da literatura, pensador do mundo e da humanidade.

"Deixa-te levar pela criança que foste"
epígrafe de As pequenas Memórias

"Sempre chegamos ao sítio aonde nos esperam"
epígrafe de A Viagem do Elefante

11 de novembro de 2010

Poetas no 5ºD

O isco atractivo dos textos leccionados era a rima. Por isso, a turma do 5º D entreteve-se a jogar com os sons e o mote foi “ A nova escola”.

Agora o trabalho dos nossos poetas!

Myebook - Rimas à solta… no 5ºD - click here to open my ebook

Obrigado a todos.
Estão de Parabéns!!!

10 de novembro de 2010

Rimas à solta… no 5ºD

O isco atractivo dos textos leccionados era a rima. Por isso, a turma do 5º D entreteve-se a jogar com os sons e o mote foi “ A nova escola”.
Enquanto eles davam largas à imaginação, a professora também testou a sua "veia poética".

Vejam o resultado!

Tenho alunos engraçados,
Mas um pouco agitados.
Trazem energia no olhar
E nem sempre a sabem controlar.

Seremos ainda grandes amigos
Se nunca deixarem de estudar,
Mas, quem sabe, um pouco “inimigos”
Se se começarem a “baldar”.

O importante para todos nós
É sermos boas pessoas
E não levantarmos a voz
Só para lançar ideias tolas.

Façamos da nossa aula uma alegria,
Em que há respeito pelos outros
E boas lembranças a guardar
Sempre no final de cada dia.
Prof. Teresa Taborda

16 de outubro de 2010

Dia Mundial da Alimentação

Ora aqui vai um poema que assinala este dia! Não esquecer de que todos os dias devemos fazer uma alimentação saudável. http://www.slideshare.net/ladonordeste/poema-da-alimentao-presentation

10 de outubro de 2010

Outubro


Há Aprendizagens;
Há Conhecimento;
Há Imaginação;
Há Criatividade;
Há Informação
Há Lazer;
Há Saber;
Há Leituras...



ENTRA NA BIBLIOTECA E DEVORA UM LIVRO!

9 de setembro de 2010

Olá amigos!


Mais um ano escolar que começa. Entramos nesta grande aventura do saber, de aprender coisas novas, de conhecer novos amigos e rever outros; está na hora de arrumar a mochila, preparar livros e cadernos, lápis... enfim tantas coisas... e zarpar nesta viagem. Não esqueçam a alegria, a boa disposição e a vontade de aprender e de vencer. Os amigos da BECRE desejam a todos um excelente ano escolar.

Não esqueçam de nos visitar!

27 de junho de 2010

Festa do Livro

Nos dias 7, 8 e 9 de Junho, no âmbito da Festa do Livro, em parceria com a editora Gatafunho, os alunos dos 1º e 2º ciclos puderam conversar com as escritoras Luísa Ducla Soares, Fátima Éffe e Regina Gouveia. Foram momentos muito interessantes e descontraídos, onde a curiosidade de todos os presentes foi satisfeita. Ao mesmo tempo, durante estes dias, decorreu na nossa biblioteca uma Feira do Livro, onde foi possível adquirir as obras destas autoras e ao mesmo tempo houve a oportunidade de ter o tão desejado autógrafo. Foram dias muito intensos, procurando-se promover a leitura através do contacto directo com autores e com as suas obras. Aqui ficam alguns dos momentos...

6 de junho de 2010

À conversa com...Hugo Santos

No âmbito da Semana da Criança, promovida pela Biblioteca Municipal, recebemos na nossa Biblioteca o escritor torrejano - Hugo Santos.

Hugo Santos apresentou o seu livro "Eu, a Casa, os Bichos e Outras coisas" e satisfez a curiosidade natural nestas idades, dos alunos do 5ºA, alguns do 6ºD e do 7ºD.

Os nossos meninos foram, também, presenteados com a declamação de alguns poemas do livro, feita por um grupo de alunas do 12ºano, pertencentes ao clube de poesia "Clépsidra", da escola Maria Lamas.

Foi uma excelente tarde!

Obrigado a todos os que proporcionaram estes momentos...

28 de maio de 2010

Mistério do Lago das Flores

Maria da Conceição Ferreira
Esta obra aborda a história de uma jovem adolescente, Violeta, que vê a sua vida alterar-se completamente a partir do momento em que a sua família ganha o totoloto. Vai viver para uma terra diferente, habitando uma mansão que se situa perto do Lago das Flores. Uma enigmática estatueta que Violeta convenceu a mãe a comprar vai estar na origem de todos os mistérios.
É um livro bastante interessante e cativante.

Ana Beatriz Silva/7ºC
Monitora da Biblioteca

17 de maio de 2010

Área de Projecto 6º C

No âmbito da disciplina de Área de Projecto, os alunos do 6º C e as respectivas professoras, resolveram embelezar a nossa biblioteca.
Reciclaram os jornais "velhos" e fizeram trabalhos que deram cor e vida às paredes do nosso espaço.
Agradecemos às professoras Teresa Leonardo e Antonieta Xavier que tiveram a ideia e, em especial, aos alunos da turma que produziram trabalhos tão bonitos.

9 de maio de 2010

"100 Poemas e Poetas"

No âmbito das comemorações do Centenário da República, a biblioteca lançou uma actividade intitulada " 100 Poemas e Poetas", pretendendo, desta forma, divulgar autores e poemas que fizeram história durante estes 100 anos, que semearam este país de cor de sonhos e de palavras, numa expressão sempre renovada de um país em construção. Aqui fica um dos autores expostos na BECRE.

Almada Negreiros (1893 - 1970)
Escritor e artista plástico, José Sobral de Almada Negreiros nasceu em S. Tomé e Príncipe a 7 de Abril de 1893. Foi um dos fundadores da revista “Orpheu”(1915), veículo de introdução do Modernismo em Portugal, onde conviveu de perto com Fernando Pessoa. Além da literatura e da pintura a óleo, Almada desenvolveu ainda composições coreográficas para ballet. Trabalhou em tapeçaria, gravura, pintura mural, caricatura, mosaico, azulejo e vitral. Faleceu a 15 de Junho de 1970 no Hospital de S. Luís dos Franceses, em Lisboa, no mesmo quarto onde morrera seu amigo Fernando Pessoa. Esperança: isto de sonhar bom para diante eu fi-lo perfeitamente, Para diante de tudo foi bom bom de verdade bem feito de sonho podia segui-lo como realidade Esperança: isto de sonhar bom para diante eu sei-o de cor. Até reparo que tenho só esperança nada mais do que esperança pura esperança esperança verdadeira que engana e promete e só promete. Esperança: pobre mãe louca que quer pôr o filho morto de pé? Esperança único que eu tenho não me deixes sem nada promete engana engano que seja engana não me deixes sozinho esperança.

23 de abril de 2010

Dia Mundial do Livro

Hoje comemora-se o Dia Mundial do Livro.

22 de abril de 2010

Vencedores do concurso "Uma imagem, um texto"

Está na hora de dar a conhecer os textos vencedores do concurso "Uma imagem, um texto" do 2º período. Foram escolhidos 3 textos: um do 2º ciclo, um do terceiro ciclo e outro do secundário. Esperamos que continuem a participar e a mostrar a vossa criatividade e imaginação. Há uma nova imagem à procura de texto. Mãs à obra! Ah! E parabéns aos vencedores! VENCEDOR - 2º CICLO

A Ilha Desconhecida

Numa tarde de sol, dois amigos, João e Diana, tiveram a ideia de ir dar um passeio de barco. Nesse momento, o mar estava calmo e azul e as ondas não eram muito grandes. Meteram-se dentro do barco e começaram a viagem. Navegavam, navegavam, sem parar, e cada vez ia escurecendo mais. As ondas iam ficando mais fortes. O medo apoderou-se deles e decidiram voltar para trás, quando, repentinamente, veio uma onda gigantesca que os arrastou até uma ilha. De manhã, quando acordaram, repararam que estavam numa ilha desconhecida. Olharam à sua volta e viram o barco destruído. Ficaram desesperados, pois assim não podiam voltar para casa. João andava de um lado para o outro na areia molhada, deixando nela as suas pegadas. Tropeçou numa pedra e, ao cair, viu um papel com um aspecto velho, enterrado na areia. Diana foi ter com João para ver o que ele tinha descoberto. Abriram o papel e repararam que era um mapa. - É um mapa! Será que vai dar a um tesouro? – perguntou a Diana. - Não sei. Vamos seguir este caminho marcado no mapa, mas primeiro vamos procurar comida. – respondeu o João. Entraram na floresta e avistaram muitas palmeiras e bananeiras. Quando acabaram a recolha dos frutos, Diana disse: - Vamos agora à procura do tesouro. Estou curiosa! - Não, já é muito tarde. Vamos fazer uma fogueira e arranjar um abrigo. – disse o João. Repararam numas canas que ali estavam e pensaram em construir uma cabana. Quando acabaram já eram quase onze horas da noite. Foram dormir. De manhã estava muito sol. Diana acordou cedo para ver o mapa e quando João acordou exclamou: - Já estás de volta disso?! - Sim, estou cheia de curiosidade para descobrir qual é o tesouro. Vá, despacha-te! – ordenou Diana. Foram em busca do tesouro e tiveram que passar por muitos obstáculos. Areia movediça, rios e animais perigosos para enfrentar. Mas, apesar de tudo, chegaram à etapa final com vida. Esta última consistia em encontrar a gruta onde estava o tesouro e que estava tapada por muitas plantas para dificultar a procura do mesmo. Demoraram horas a procurá-lo. Até que Diana desistiu e João disse: - O quê? Estavas tão curiosa para descobrir o tesouro e agora queres desistir? - Nunca mais o encontramos! Se calhar alguém já o encontrou primeiro… - Estás maluca?! Acho que fomos os únicos a encontrar esta ilha! Depois de tudo isto, não vamos desistir agora! Vamos conseguir! – exclamou o João. - É isso! Estou a ver um conjunto de plantas muito grandes ali ao fundo! Vá corre, pode ser a gruta! Correram para junto das plantas. Diana tinha razão. Afastaram-nas e entraram na gruta. Era muita escura e húmida. Quando chegaram ao fundo viram o tesouro. Correram muito felizes. Diana abriu-o. Havia muito dinheiro, um telemóvel e uma carta que dizia o seguinte: « Se encontraram este tesouro é sinal que estão perdidos nesta ilha. Por isso, irão precisar de um telemóvel, o do Capitão Barba Azul. » Pegaram no telemóvel e ligaram à polícia marítima que os veio buscar passado pouco tempo. Os dois amigos fizeram um acordo para não contar a ninguém da existência daquela ilha e, claro, do tesouro. Inês Duarte / nº 5984 / 6º D Catarina Policarpo / nº 5980 / 6º D





VENCEDOR - 3º CICLO

A MINHA PRAIA

O mar é calmo ou agitado, azul ou mais escuro, mas será que tem sentimentos? Eu acredito que tem um sentimento abstracto! Um dia fui com o meu namorado a uma praia, eu fazia anos, era Inverno. A praia estava vazia, porém senti uma energia que … era forte e intensa, mas não sabia explicá-la. A praia estava deserta, precisava de vida e alegria. O bater das ondas era fresco e suave, a brisa era fria, mas ao mesmo tempo calorosa. Aquela praia transmitia-me algo que não sabia explicar. A areia era macia, o mar era reluzente e azul. De repente o meu namorado olhou-me nos olhos e acarinhou a minha cara. Eu fiquei embaraçada pois não sabia o que fazer, ele nunca me tinha olhado assim. Daí a instantes saíram três palavras da sua boca: “Queres casar comigo?”. Eu amava-o como nunca amara ninguém e claro que aceitei. Estávamos oficialmente noivos! Quando cheguei a casa só pensava naquela praia e no pedido de casamento! Passaram dois meses… Era quase Verão e a data do casamento aproximava-se. Tínhamos sido rápidos… só faltava um detalhe: onde é que íamos fazer a cerimónia do casamento? O meu noivo deixou este assunto “nas minhas mãos”. Deitei-me e comecei a pensar num sítio que eu considerasse “meu”, que fosse importante para mim! Lembrei-me do jardim onde nos conhecemos, da igreja da nossa terra, mas eram sítios “vulgares”. De repente ouvi na minha cabeça o som do mar e foi aí que me lembrei do sítio mais especial: a praia. Contei a minha decisão ao meu noivo e ele concordou, pois tinha sido ali que ele me tinha pedido em casamento. Passaram três semanas. Já se sentia o calor do Verão e era o dia do nosso casamento. Entrou o noivo, depois entrei eu ao som da música. Trocámos as alianças, dissemos o “sim”, comemos e bebemos. Tudo correu como o planeado até que a praia ficou novamente deserta, só eu e o meu marido, os dois olhando para o mar. Olhei em redor e vi marcadas as pegadas. Pegadas daqueles que amo, pegadas simples mas com valor. Quando viemos embora olhei para trás e vi as pegadas serem recolhidas pelo mar e outras marcadas de fresco. Se o mar tiver sentimentos vai guardar com amor aquilo que lhe deixei: sorrisos, amor e pegadas. Pegadas do dia mais feliz da minha vida, na minha praia. Maria Beatriz Bispo Nº 6397 - 7ºD




VENCEDOR - SECUNDÁRIO As Pegadas na Areia O mar chega à areia e apaga as pegadas, mas nela ficam sempre as saudades desejadas. As ondas rebentaram de euforia, a espuma espalhou-se pela areia, a praia encarou com alegria a canção de uma bela sereia. Ao longe, uma ilha curiosa espreita por entre o mar indiferente à nuvem chorosa que por ela está a passar. A praia lembra a natureza; as ondas, a beleza; a areia, a saudade; e o mar, a lealdade. Não interessa o tamanho das pegadas, mas sim o sentimento transmitido, pois elas ficam marcadas como um amor verdadeiramente sentido. Nove são as tristonhas pegadas que o percurso de uma vida amassam. São profundas, mas prateadas quando de novo por lá passam. Pedro Castelão Nº7183 10ºE

18 de abril de 2010

Animação à Noite

No passado dia 15, alguns alunos do 11º B animaram os miúdos, que ao longo do serão ficaram na nossa biblioteca, enquanto os pais, numa outra sala, assistiam à palestra organizada pela Associação de Pais - " Crimes Informáticos".
No final os adultos juntaram-se a nós...
Foi um serão muito divertido!!!

16 de abril de 2010

Nova Imagem procura Texto

O concurso " Uma imagem, um texto" promovido pela BECRE foi muito participado, levando os alunos a dar asas à sua imaginação. Devido à quantidade de trabalhos entregues, ainda não foi possível seleccionar os vencedores, mas está quase. Aguardem notícias nossas. Enquanto esperam, podem começar novo texto sobre a imagem que agora publicamos.
Participem, escrevam, sejam criativos!

26 de março de 2010

PARA LER...



Autor: Mia Couto
Título: Estórias Abensonhadas
Editora: Caminho

" Depois de Terra Sonâmbula estas estórias fazem regressar o imaginário moçambicano pela mão de Mia Couto. Se o romance deste autor moçambicano nos transportou para o universo trágico da guerra, estas breves histórias são flagrantes do renascer do país, depois da assinatura do Acordo de Paz. Reúnem-se aqui contos, alguns já publicados em jornal, em que se inscreve o mesmo estilo e a mesma capacidade de sonhar já consagrados em anteriores obras (Vozes Anoitecidas, Cronicando, Cada Homem é uma Raça, Terra Sonâmbula). Os contos já publicados foram, no entanto, revistos e alterados para publicação em livro. Em todas as estórias se reconhece o trabalho profundamente pessoal de recriação da linguagem, o aproveitamento literário da fala popular moçambicana e o pleno exercício da poesia."

25 de março de 2010

PEDDY-PAPER - "O Cavaleiro da Dinamarca"

Ainda no âmbito da Semana da Leitura, os alunos do 7º ano "viajaram" com o Cavaleiro da Dinamarca, num Peddy-Paper pela escola. A actividade foi bastante participada e os alunos deram provas de excelentes leitores.

Ainda a Semana da Leitura

“Estas pessoas têm um problema. Vocês têm de o identificar e apresentar as soluções para resolver esse problema” – foi desta forma que Alfredo Leite, psicólogo educacional, abriu as suas três sessões, no passado dia 19 de Março, na nossa Biblioteca e depois na Biblioteca Municipal de Torres Novas.
A iniciativa partiu de alguns professores de Língua Portuguesa em articulação com a BECRE, a propósito da celebração da Semana da Leitura.
Abordando temas tão vastos como a solidão, a união, o respeito, a solidariedade, o espírito de sacrifício, a curiosidade, o 5º ano foi surpreendido com a sessão lúdico-pedagógica relativa ao livro de Miguel Sousa Tavares, “O planeta branco” e o 7º ano, com outra sessão sobre “ O Cavaleiro da Dinamarca” de Sophia de Mello Breyner Andresen.
Servindo-se de imagens e ilustrações apelativas e promovendo a interactividade, ambas as sessões foram um sucesso, visto que todas as soluções partiram dos alunos, colocando-os no papel de “solucionadores de problemas”.
Uma forma interessantíssima de aliar a pedagogia à curiosidade pela leitura e às aprendizagens que podemos retirar do prazer de ler um livro, bem como aos valores do respeito e da solidariedade tão importantes na formação integral do indivíduo.
Professora Cláudia Ubaldo


8 de março de 2010

Dia Internacional da Mulher

A todas as mulheres que, todos os dias, fazem deste mundo um mundo melhor.

Semana da Leitura

De 1 a 5 de Março a nossa escola esteve em festa, celebrando o livro e a leitura.
As actividades foram diversificadas e envolveram a comunidade educativa na partilha do gosto pela leitura.
As leituras expressivas, a poesia, a música de mãos dadas com a leitura, as dramatizações a partir de obras e textos lidos contribuiram, sem dúvida para aguçar o bichinho de ler.
Estas actividades não se esgotam nesta semana, mas repetem-se ao longo do ano lectivo. O livro nunca dorme, ele convida-nos constantemente a conhecermo-nos a nós próprios e ao mundo que nos rodeia, convida-nos a viajar e a ir sempre mais além.
Obrigada a todos os participantes que tornaram esta semana, uma semana especial.

4 de março de 2010

O Filme da minha vida

Olá Biblioesag!


Ao viajar pelo vosso blog, de que muito gostei, resolvi aderir ao desafio de partilhar o filme da minha vida.
Não sei bem se é realmente o filme da minha vida, mas é seguramente, aquele filme de que sempre me lembro e lembrarei, pois foi o primeiro que vi numa sala de cinema.
Trata-se de Tudo o Vento Levou e a sala de cinema, não era só uma sala de cinema. Era o grande Teatro Virgínia com uma outra roupagem, algo diferente daquela que hoje temos.
As velhas cadeiras de madeira encheram-se de gente para ver o filme. Lembro a agitação inicial e burburinho de uma sala enorme lotada de gente. Todo aquele novo ambiente me fascinou e desejei que o filme nunca mais acabasse.


Ana Dinis

26 de fevereiro de 2010

24 de fevereiro de 2010

UMA IMAGEM, UM TEXTO

Este é mais um desafio que a BECRE lança numa pareceria com os professores de Língua Portuguesa. Periodicamente, uma imagem, que se pretende sugestiva, é proposta aos alunos que, a partir dela, devem criar um texto de formato e tipologia que acharem mais adequados. Promover a escrita, a criatividade e a leitura são alguns dos objectivos desta iniciativa à qual, podemos já adiantar, os alunos aderiram com entusiasmo. Em breve vos daremos conta dos melhores textos. Até breve!
A primeira imagem é esta:

19 de fevereiro de 2010

CONTO(S) CONTIGO

" Os seis companheiros invencíveis", O Barba Azul", "A Lua" e "O amigo dedicado" - quatro contos maravilhosos e inesquecíveis de grandes autores: respectivamente Maria Amália Vaz de Carvalho e Gonçalves Crespo, Charles Perrault, os irmãos Grimm e Oscar Wilde. Os textos estrangeiros foram traduzidos das línguas originais e todas as histórias provêm de diferentes culturas europeias que neste livro se cruzam: a portuguesa, a francesa, a alemã e a de língua inglesa. Todas estas histórias divertem e fazem sonhar e, embora publicadas em diferentes épocas, são, pela sua beleza e poesia... contos de sempre.


Para te aguçar a vontade de ler transcrevemos um excerto de um dos contos:


A LUA


de

Jacob e Wilhem Grimm

Em tempos que já lá vão havia uma terra onde a noite era sempre escura e o céu estendia-se sobre ela como um lenço negro, pois ali a Lua nunca subia e nenhuma estrela piscava na escuridão. Na altura da criação do mundo, a luz da noite era suficiente. Uma vez, saíram desta terra em peregrinação quatro rapazes e chegaram a um outro reino onde, quando à noite o Sol desaparecia atrás dos montes, havia uma esfera brilhante pendurada num carvalho, que deitava uma luz suave em todas as direções. Devido a ela, era possível ver e distinguir tudo muito bem, embora não fosse uma luz tão forte como a do Sol. Os rapazes pararam e perguntaram a um lavrador, que passava por alí com o seu carro, que luz era aquela. " Aquilo é a Lua", respondeu ele, "o nosso prefeito comprou-a por três moedas e pendurou-a no carvalho. Tem de lhe deitar óleo todos os dias e mantê-la limpa, para que ela não deixe de brilhar. Por isso, pagamos-lhe uma moeda por semana."


Assim que o lavrador partiu, disse um deles: "Esta lanterna fazia-nos jeito, também lá temos um carvalho, tão alto como este, onde a podemos pendurar. Que grande alegria deixar de tropeçar na escuridão!" " Sabem que mais?", disse o segundo " precisamos de arranjar um carro e um cavalo e levar a Lua embora. As pessoas daqui bem podem comprar uma outra." "Eu trepo com muita facilidade" disse o terceiro," trago-a já para baixo!" O quarto trouxe um carro e um cavalo e o terceiro trepou pela árvore acima, fez um buraco na Lua, passou-lhe um fio e fê-la descer. Assim que a Lua brilhante ficou dentro do carro, deitaram-lhe um lenço por cima, para que ninguém se apercebesse do roubo. Levaram-na sem problemas para a sua terra e penduraram-na num alto carvalho.


Vai já à tua BECRE descobre o fim da história !



11 de fevereiro de 2010

Uma história.... de amor

Aproxima-se o dia dos namorados e como manda a tradição oferecemos flores ou chocolates acompanhados das mais variadas mensagens. Nós oferecemos a todos os nossos leitores esta simples história de amor que olhamos sempre com ar eternecido. Que ela vos inspire!

FELIZ DIA dos NAMORADOS










A SHORT LOVE STORY IN STOP MOTION from Carlos Lascano on Vimeo.

29 de janeiro de 2010

Contos do espaço

Eis mais um texto elaborado pelos alunos, em Área de Projecto, no âmbito das comemorações do Ano Internacional da Astronomia.


OS RATOS SALVAM O MUNDO


Em 2320, os humanos receberam a notícia de que um meteorito iria colidir com a Terra, um meteorito que poderia ser fatal.


Os humanos, sem saber o que fazer, construíram várias naves enormes para saírem da Terra e tentar sobreviver no espaço, até encontrarem um planeta para viver.


Todos os humanos iam, até os animais, à excepção dos ratos, pois ninguém gostava deles. Mas havia um rapaz que os adorava, chamava-se George. Todos os dias, o George falava com os ratos:


- Que pena, eu tenho de ir…- disse o George.


-Tive uma ideia! – disse a Smarty – podemos construir uns walkie talkies, para podermos falar enquanto tu estás lá e nós cá. -Boa ideia! - disse o George – Adeus, tenho de ir… O George tinha dois grandes amigos ratos, chamavam-se Astro e Smarty. Eles adoravam astronomia. Eles faziam tudo juntos e nunca se tinham separado durante tanto tempo mas agora…- Nós vamos ficar cá, vamos tentar destruir o meteorito. - disse o Astro – Se não conseguirmos temos uma nave.

O rapaz na nave estava sempre a contactá-los, mas um dia, George perguntou aos ratos se já tinham tudo pronto. Eles responderam:

- Desculpa mas… Nós ainda não temos coordenadas. - disse a Smarty -Precisamos do volume e do peso.


- Espera… Eu talvez vos consiga dizer quando a nave passar pelo meteorito.


Quando a nave passou, o rapaz fez lá os seus cálculos. O George era esperto e tinha aprendido muito com os ratos.


- O volume é de cerca de 567956020 km 2, e o peso é cerca de 84350000 toneladas. - Ok, obrigado - disse o Astro. O rapaz, depois de uns meses, já estava farto de estar na nave, então foi aí que ouviu um barulho enorme, e por isso foi falar com os ratos:


- Então o que é que se passou? Eu ouvi um barulho e pareceu-me vir da Terra. - Pois foi! - afirmou a Smarty - nós conseguimos destruir o meteorito! - ­Que fixe! - disse George – Vou tentar convencer os humanos a voltar. - Nós vamos enviar um vídeo para eles acreditarem. - disse Astro.


O rapaz mostrou o vídeo e os humanos ficaram impressionados. Então eles voltaram para a Terra e agradeceram imenso ao rapaz e aos ratos.


A partir daí os humanos ficaram muito amigos de todos os animais, incluindo os ratos. Faziam viagens, aventuras e até brincavam com eles. Ficaram grandes amigos.


Rodrigo Alves


Luís Coelho


Francisco Gonçalves


6º B

27 de janeiro de 2010

A TRISTEZA

Este texto foi escrito durante uma aula de substituição. A professora solicitou que os alunos fizessem uma lista de palavras para construírem posteriormente um texto com todas ou apenas algumas dessas palavras. A Laura escolheu a palavra “Tristeza” e criou este texto sozinha. A mim soou-me a talento.


A professora Teresa Leonardo.

A Tristeza


Hoje compreendi que ainda te quero. Que ainda te espero. Podes vir ou não. E estando tão desesperada e tão confusa não me apeteceu sair do cadeirão da sala. Olhei para a porta, lembrando-me das vezes em que entravas, depois de uma das tuas longas viagens pelo país. Desta vez era diferente. Desta vez emigraste para a outra ponta do mundo. Desta vez tinha a certeza de que te tinha definitivamente perdido. Já mal me lembrava da tua cara, da tua fala, das tuas expressões. Mas sabia que se viesses me apaixonaria por ti, e se tiver que esperar eu espero. E o verbo esperar torna-se tão imperativo como o verbo respirar. Passados seis anos, continuei a esperar, e a esperar. Talvez uma espera que não valia a pena realizar, mas à qual eu dava valor, pois era feita por ti, para ti, porque eras tu que reinavas no meu coração. E depois destas palavras, senti as lágrimas escorrerem-me pela cara. E estando tão desesperada e confusa, não me apeteceu sair do cadeirão da sala. Fiquei a pensar em ti. E a tristeza invadiu-me.

Ana Laura Santos 7º B

23 de janeiro de 2010

DIA MUNDIAL DA LIBERDADE

QUEM A TEM...

Não hei-de morrer sem saber
qual a cor da liberdade.
Eu não posso senão ser
desta terra em que nasci.
Embora ao mundo pertença
e sempre a verdade vença,
qual será ser livre aqui,
não hei-de morrer sem saber.

Trocaram tudo em maldade,
é quase um crime viver.
Mas embora escondam tudo
e me queiram cego e mudo
não hei-de morrer sem saber
qual a cor da liberdade!

Jorge de Sena, Poesia II

18 de janeiro de 2010

FAÇA LÁ UM POEMA

Por ocasião da comemoração do Dia Mundial da Poesia 2010, que se realiza no CCB no dia 21 de Março, o Plano Nacional de Leitura e o Centro Cultural de Belém , numa iniciativa conjunta, lançam um desafio às escolas, convidando-as a participarem num Concurso de Poesia.
O Concurso Faça Lá um Poema procura incentivar o gosto pela leitura e escrita de poesia e destina-se a quatro níveis de ensino, desde o 1º Ciclo ao Ensino Secundário, e nele poderão participar quaisquer alunos de escolas públicas e privadas.
As escolas que desejarem participar devem seleccionar e apresentar a concurso um máximo de três poemas por cada nível de ensino. Esta selecção ficará ao critério de cada escola, com autonomia, sugerindo-se, no entanto, que o processo seja dinamizado pelo professor bibliotecário ou pelo responsável da BE.
A participação no concurso implica a inscrição em formulário próprio (enviado às escolas) que deverá ser enviado até dia 1 de Fevereiro de 2010.
A entrega de prémios terá lugar no CCB, em Lisboa, a 21 de Março de 2010 e será integrada no programa do Dia Mundial da Poesia.
Divulgue e participe! Dê asas à imaginação dos alunos!

in, Concursos do Plano Nacional de Leitura

Para saberes mais detalhes sobre este e outros concursos consulta o site do PNL e informa-te acerca do seu regulamento, prémios, etc.

14 de janeiro de 2010

Contos do espaço

No âmbito das comemorações do Ano Internacional da Astronomia, os alunos do 2º ciclo envolveram-se numa actividade de escrita, em Área de Projecto, tendo elaborado contos muito engraçados. Aqui fica a primeira amostra.


MACACADA NO ESPAÇO

Numa noite de luar, num Jardim Zoológico, estavam dois macacos, Zéquinho e Quimzé, preparados para fugir: - Depressa, vamos para a selva - disse o Zéquinho. - Sim, já estou farto de estar aqui - quero conhecer outros animais e outros lugares - respondeu o Quimzé. Durante a fuga, foram apanhados pelo tratador que lhes ia dar de comer. Quando estava prestes a apanhá-los, tropeçou numa pedra e caiu num foguetão que estava em exposição junto do Zoo. Atordoados, os dois macacos puseram, sem querer, o foguetão em acção para irem para a selva. - Finalmente estamos a caminho - disse o Zéquinho. De repente, apareceu o tratador e perguntou: - Onde estou? E para onde vamos? - A caminho da selva. Por falar nisso, nem sei bem o que estou a conduzir!!? - interrogou o Quimzé. Passado algum tempo sentiram algo como se estivessem a aterrar. O tratador foi o primeiro a aperceber-se que estavam dentro de um foguetão. Quando saíram, aperceberam-se que não conseguiam respirar. Voltaram então para dentro do foguetão e reparam nuns fatos estranhos: - Vamos vestir estes fatos que estão aqui e assim poderemos respirar lá fora - declarou o tratador. - Onde estamos? – perguntaram os dois macacos. Foram lá para fora e encontraram um ser estranho e perguntaram-lhes que stio era aquele! - Estão na Estranholândia - Disse esse Ser. -Uauhh! Que nome tão giro, nunca ouvi este nome na minha vida…Sabes de onde é que nos vimos? - Sim claro, vocês vêm do planeta Terra – respondeu o Ser. - Como é que tu sabes?? – perguntou o Quimzé. - Eu sei muitas e variadas coisas sobre quase todo o Universo – declarou o Ser. Eles ficaram curiosos e quiseram saber o que ele sabia. - Temos um desafio para ti – se sabes assim tantas coisas, porque não nos ensinas essas coisas? – perguntaram os três. - Está bem, o que querem saber? – interrogou o Ser. - Gostaríamos de saber sobre o planeta Marte - pediu o Zéquinho. - Por nós pode ser. - Se querem saber muitas coisas sobre Marte venham até minha casa – declarou o Ser. Ao chegarem a casa do Ser, repararam em várias coisas sobre o Universo e principalmente sobre Marte. - Bem, já chegámos, agora vou falar-vos sobre Marte. Vocês sabem que Marte é um planeta cor-de-laranja… - Um planeta cor-de-laranja? - interrogou o Quimzé. - Sim, é um planeta cor-de-laranja, mas será que vivem lá seres? - perguntou o tratador. - É claro que sim, mas os humanos como tu, não os descobriram – respondeu o Ser. -Uauh! Como é que isso é possível? – perguntou o tratador. -É possível sim, é que os seres são cor-de-laranja e não se vêem pelas sondas espaciais – respondeu o Ser. Seguiu-se tanta informação dada pelo Ser que, cansados, todos desistiram e quiseram voltar para casa. - Já estou cansado – declarou o Zéquinho - Eu também – disse o Quimzé. - Deixa lá, que não são os únicos. Já aqui estamos há tantas horas! Vamos para casa! – exclamou o tratador. - Eh pá, já estou com fome e não trouxemos comida! - Lembrou o Quimzé. - Que não seja por isso, eu tenho aqui muita comida. – Respondeu o Ser. - Dispensamos, nós adoramos a comida da Terra… - declararam os três. Despediram-se do Ser e voltaram para o foguetão, ligaram-no e partiram. - Vou deixar-vos na selva. – Disse o tratador. - Obrigado. No meio de tudo isto conhecemos um Ser inteligente e simpático e ficámos a saber mais coisas sobre Marte – disseram os macacos. O tratador deixou-os na selva e foi para o Zoo. E assim acaba o conto…


FIM!!!

De: Ricardo Ferreira; Rafael Marques; Rafaela Duarte - 6º C